Dramaturgo e ator, Mário Bortolotto lança no fim de semana seu segundo livro de poesia, Um bom lugar para morrer. Inspirados no rock, blues, boemia e melancolia, os poemas foram escritos em 1998. Além de escrever peças teatrais, Bortolotto mantém o blog Atire no dramaturgo e esteve nas páginas da Trip #185 falando sobre quando foi baleado na Praça Roosevelt, em São Paulo.
Lançamento do livro de poesias Um bom lugar pra morrer, de Mário Bortolotto
Quando: 30 e 31 de julho
30 de julho Mercearia São Pedro (Rua Rodésia, 34. Sumarezinho) A partir das 20hs
31 de julho Coletivo Galeria (Rua dos Pinheiros, 493. Pinheiros) A partir das 20hs
Os Smashing Pumpkins confirmaram hoje que vão tocar no festival Planeta Terra, então achamos adequado que fossem homenageados no nosso resgate da semana. E não só porque a música "Today" é do longínquo ano de 1993 (do álbum Siamese Dream), numa época em que o mundo ainda não sabia o que era internet; a MTV reinava absoluta e o Brasil estava prestes a implantar sua nova moeda, o Real. Achamos interessante resgatar também o fato de que Billy Corgan ainda tinha cabelo (convenhamos; fica menos feio careca) e os próprios Pumpkins eram diferentes: James Iha e D'Arcy ainda integravam o quarteto. Sim, já temos saudades dos anos 90, mas não dos cabelos de Billy. A performance sensual de Corgan no caminhão de sorvete e Iha vestido de mulher ficam de bônus. Bem-vindos, Smashing Pumpkins.
Desde 2002 Lauryn Hill não lança um disco novo e uma canção inédita achada na internet fez os fãs dela se perguntarem se finalmente a diva do r'n'b vai colocar material inédito na praça. A faixa, chamada "Repercussions" tem o jeitão de The Miseducation of Lauryn Hill, uma produção bem ao estilo da segunda metade dos anos 90. Não há confirmações sobre um novo álbum estar sendo produzido. Resta esperar as declarações oficiais do estafe ou da própria Lauryn Hill.
Uma Europa pós segunda guerra mundial, homens humilhados, e uma vida dura. Basicamente seria isso, se não houvesse tanto protesto e esperança nas letras da banda americana de hip hop The Roots. O novo clipe tem direção de Rik Cordero e uma produção bombástica. Execuções, cenas chocantes e fortes e um clipe que facilmente se passaria por um curta com uma boa trilha.
O assunto da semana na música é com certeza o vazamento do terceiro álbum do Arcade Fire, The Suburbs. A banda mais uma vez investiu num tema que conduz as faixas do disco. Não houve muitas mudanças no som: a melancolia ainda predomina, num clima que oscila entre o pós-punk e uma certa dose de folk rock. Sem mudanças e sem muitas novidades também. É um disco bastante competente, mas não surpreende. Mas também não incomoda.
Um detalhe interessante é o anúncio de que The Suburbs terá oito capas diferentes, um apelo ao ímpeto colecionador daqueles que ainda compram CDs. A chegada do álbum ao Brasil está prevista para agosto. Ouça a faixa "Month of May", uma das mais legais do disco.
Na semana passada homenageamos o frio do inverno na nossa playlist. Agora, com o calor que se instalou em São Paulo (quer dizer, já está ficando um pouco frio de novo...), é hora de fazer honras ao clima tropical. Para isso, temos uma compilação só com bandas que dão um certo requebrado ao rock. Que comece o fim de semana.
Começamos na Argentina, mais precisamente na capital do país, com a Bersuit Vergarabat. A segunda escala para no vizinho Uruguai, terra do La Vela Puerca. Café Tacuba é o representante do distante México, os chilenos dos Los Tres vem em seguida, antes do Aterciopelados, nativos do país que mais briga com Hugo Chávez nos últimos tempos (Colômbia). Na Espanha neva, mas também faz um calor danado no verão, por isso convocamos o Estopa para a nossa seleção. Para terminar não muito longe de casa, os argentinos do Onda Vaga mostram sua onda à la Manu Chao.
1. Bersuit Vergarabat - “El gordo motoneta” 2. La Vela Puerca - “El viejo” 3. Café Tacuba - “Eo” 4. Los Tres - “He barrido el sol” 5. Aterciopelados - “Florecita rockera” 6. Estopa - “La raja de tu falda” 7. Onda Vaga - “Mambeado”
Stuff Smith é um músico de jazz relativamente desconhecido em seu próprio mundo. Ou melhor, um que ficou esquecido com o passar dos anos. Nascido em 1909, foi um dos expoentes do swing jazz, influenciado por Louis Armstrong e especialista em um instrumento incomum em seu meio: o violino.
Em vida, tocou com pares seus que alcançaram maior fama como Charlie Parker, Sun Ra e Dizzie Gillespie. Depois de passar por New Orleans e Nova York, foi morar na Europa durante os anos 60, lugar onde morreu em 1967. Crítico do bebop e ágil para fazer solos nas cordas do violino, é uma pena que esteja esquecido mesmo pelos fãs de jazz – ainda mais desconhecido no Brasil.
Por isso, ele é o nosso resgate musical da semana. No vídeo, Stuff Smith toca “Bugle call blues” na Dinamarca, dois anos antes de morrer.
É bem improvável que Kurt Cobain fosse querer quebrar esta guitarra. Jimi Hendrix não ousaria por fogo em seu instrumento se tocasse numa dessas. A Goldcaster é especial não pela qualidade do timbre ou sua performance no palco: é a guitarra mais cara do mundo. Trinta e três partes dela são feitas de ouro 18 quilates, inclusive os parafusos. Apenas uma foi feita até agora e está disponível para quem quiser comprar no site da Goldcaster. Para brincar de Midas do rock, o guitarrista (triliardário) vai desembolsar um milhão de dólares. Com esse dinheiro dá para comprar 370 unidades do modelo mais caro da Fender Stratocaster, o que Hendrix usava.
A internet anda cheia de reinterpretações minimalistas de pôsteres de filmes, de personalides famosas e outras tantas. Para levar essa ideia um passo à frente, Sarah Biermann, Torsten Strer, Felix Meyer, e Pascal Monaco reuniram seus filmes favoritos em um vídeo de dois minutos. São 35 títulos, alguns mais óbvios, outros nem tanto. Clássicos como Taxi Driver, Laranja Mecânica e Star Wars estão presentes, além de filmes recentes como Evolução e Estrada Perdida.
Capa do disco American Slang, o terceiro do Gaslight Anthem
(Diogo Rodriguez)
Desde o lançamento do primeiro disco dos Strokes, Is This It? (2001), o rock parece estar procurando suas raízes. O quinteto de Nova York fez reverência ao pré-punk de artistas como Television e Velvet Underground e trouxe essas influências para o novo milênio. A tendência se confirmou com o Artic Monkeys, herdeiros dos pós-punks Gang of Four e a onda de retorno aos anos 80 com She Wants Revenge e Ladytron, só para citar alguns nomes.
De Nova Jersey, nos EUA, o Gaslight Anthem se encaixa nessa linha de raciocínio e busca raízes mais profundas, ligadas a seu país. A referência principal é seu conterrâneo Bruce Springsteen, o homem responsável por trazer o rock dos anos 70, afetado e tendendo ao progressivo, de volta ao básico. Bom e velho rock'n'roll, em termos simples. Em seu terceiro disco, American Slang, o Gaslight Anthem não tenta esconder que seu projeto é seguir Springsteen e dar um leve toque de anos 2000 às melodias bem-construídas, de “raiz”.
É verdade que o projeto esbarra em uma certa falta de criatividade, o que faz das dez faixas do álbum mais um tributo do que uma atualização. Apesar disso, a força que as canções tomam emprestada de Springsteen dão legitimidade ao quarteto americano. Se não foram criativos na hora de concretizar sua próprias ideias, o Gaslight Anthem impressiona pela competência na produção de do disco. Ou seja: vale a pena ouvir e ficar de olho.
Assista ao vídeo de "American Slang" título do primeiro single e do disco: