
Arnaldo Branco
O cartunista Arnaldo Branco, conhecido pelas histórias do Capitão Presença, lança nesta quarta-feira (18/08) o pocket book Mundinho Animal na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. A sessão de autógrafos começa às 18h30. O livro é uma coletânea de tiras de humor cáustico do carioca, também publicadas semanalmente no site G1.
O lançamento é uma parceria da editora Barba Negra com a editora Leya e faz parte de uma série com três albúns de quadrinhos. Os outros autores são Ota, de O Relatório OTA do Sexo, e Jean Galvão, autor de Vó. Também será lançado um livro os melhores twits do perfil coletivo @na_kombi selecionados por Ulisses Mattos e Silvio Lach.
Falamos rapidamente com Arnaldo Branco, sobre os personagens de Mundinho Animal e seu processo de trabalho:
Como você seleciona a sua temática?
No caso do Mundinho, que bate bastante na classe artística, procuro variar o meio: uma semana falo de cinema, outra de literatura, outra de teatro... Nem sempre dá certo e acabo repetindo o tema de vez em quando. Mas também aparecem idéias para os agregados desse universo, para os consumidores de cultura, os fãs, as tribos.
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Livro Mundinho Animal
Alguém já se reconheceu em alguma tirinha do Mundinho Animal?
Nenhum artista, até agora, embora algumas das carapuças tenham endereço certo. Mas tiras que brincam com o público consumidor de cultura - especialmente os viciados em baixar música que não ouvem 1% do seu acervo digital - sempre encontram leitores que se reconhecem. No Twitter vários escrevem "Esse sou eu".
Você se inspira em amigos seus?
Sempre. E em mim também, todo mundo tem alguma coisa ridícula em si para contribuir para o grande anedotário mundial.
Você trocou o Capitão Presença pelo Mundinho Animal?
Não deixei de fazer o Presença pelo Mundinho, na verdade faço a tira porque sou remunerado, como também faço minha tira diário para O Globo (com o desenhista Claudio Mor), Agente Zerotreze, pelo mesmo motivo. Adoraria ter tempo para fazer mais coisas com o Capitão; tem faltado tempo. Mas é verdade que me sondaram para lançar o segundo livro do Preza antes - preferi fazer com outros personagens, é o medo de pensarem que sou um one hit wonder...
O Capitão Presença foi o personagem que o tornou conhecido. Por que a escolha de um herói politicamente incorreto?
Por isso mesmo, porque reversão de expectativa é um recurso de humor. Mas a verdade é que nem pensei muito nisso quando criei o personagem, era mais para brincar com um amigo, o agitador cultural Matias Maxx, que tem na vida real os poderes que o Capitão Presença tem na ficção. Nunca imaginei que o personagem se tornaria tão popular, provavelmente subestimei a população canabista brasileira...
Como é o seu processo criativo?
Muito acidentado. Às vezes o quadrinho parece ter sido soprado no meu ouvido por uma musa gentil; outras vezes tenho que ficar em posição fetal vasculhando a minha mente por horas até aparecer algo aproveitável.
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Mundinho Animal
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Mundinho Animal
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Mundinho Animal
Quais são suas influências?
Minhas influências são os suspeitos de sempre: Millôr, Verissimo, Jaguar, Angeli, Laerte, Glauco, Adão, Crumb... Enfim, o cânone da civilização ocidental.
Entre os cartunistas que vêm surgindo, qual nome você acha que está se destacando?
Graças a internet, gente demais. Provavelmente vou cometer a injustiça de deixar alguém de fora, mas além dos meus colegas de geração como Allan Sieber, André Dahmer e Leonardo, caras como Daniel Lafayette, Rafael Sica, Raphael Salimena, Chiquinha, Bruno Maron, Mauro A., Clara Gomes. Tem também o povo da Beleléu, que tinha um espaço no site da Trip mesmo.
Vai lá: Lançamento do pocket book Mundinho Animal
Quando: quarta-feira, às 18h30
Onde: Livraria Cultura (Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2073, São Paulo, São Paulo)
Quanto: entrada grátis; livro R$10,90