Revista Trip

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Postado em 25.05.2011 | 11:05 | por Luiz Filipe
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Douglas  Adams

Douglas Adams

O Dia da Toalha, posteriormente ampliado para o Dia do Orgulho Nerd ou Dia do Orgulho Geek, nasceu como a comemoração da vida e obra de Douglas Adams, gênio britânico por trás da comédia de ficção-científica O Guia do Mochileiro das Galáxias. A série de cinco romances, várias séries de rádio, adaptações para o teatro e um longa metragem, só pode ser comparada a Star Wars quando o assunto é popularidade e impacto na cultura popular. Traduzido em mais de 30 línguas, a série ganhou o imaginário coletivo com seu senso de humor apurado e certeiro, perfeito para leitores de todas as idades e culturas.

A comemoração ganhou este nome por conta de um elemento da trama de O Guia do Mochileiro das Galáxias. Na série, um dos conselhos mais importantes presentes no guia é que o viajante nunca esqueça de levar uma toalha, um artefato simples e fácil de guardar que poderia ser a diferença entre a vida e a morte em uma viagem espacial. O guia, livro fictício de turismo intergalático, serve de referência para conhecer os milhões de planetas e raças habitantes do universo de Adams.

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Guia do Mochileiro das Galáxias (primeira edição inglesa)

Guia do Mochileiro das Galáxias (primeira edição inglesa)

Douglas Adams morreu jovem, com 49 anos de idade, vítima de um ataque cardíaco fulminante. Mesmo ainda muito novo para o tamanho do sucesso atingido na literatura, Adams tem em seu currículo trabalhos com o Monty Phyton, scripts para a série Doctor Who da BBC, cinco novelas da série Guia do Mochileiro, incontáveis contos e crônicas ambientados no universo da série criada por ele, roteiros de jogos de videogame e o roteiro do longa que leva o nome do primeiro livro de sua série.

Para quem ainda não teve o prazer de conhecer os livros de Adams, sua mais famosa série é normalmente identificada como uma "trilogia de cinco livros". São eles O Guia do Mochileiro das Galáxias (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy), O Restaurante no Fim do Universo (The Restaurant at the End of the Universe), A Vida, o Universo e Tudo Mais (Life, the Universe and Everything), Até Mais e Obrigado pelos Peixes! (So Long, and Thanks For All the Fish) e Praticamente Inofensiva (Mostly Harmless).

Fã inverterado de rock progressivo e da música dos anos 60 em geral, Adams recheava seus textos de referências a grandes nomes do rock sessentista. A música Blowin' in the Wind (de Bob Dylan), por exemplo, é um dos grandes elementos da trama da série. Referências ao Pink Floyd são constantes em todos os seus textos, graças à amizade entre Adams e David Gilmore, guitarrista da banda. Foi Douglas Adams, inclusive, que batizou de The Division Bell o disco do Floyd lançado em 1994.

E as referências não param por aí. Uma das naves onde viaja o protagonista Arthur Dent se chama Heart of Gold, nome de uma música de Neil Young. O computador de bordo desta mesma nave canta em uma situação a música You Will Never Walk Alone, grito de guerra da torcida do Liverpool até hoje. Arthur Dent chega a ouvir um disco do Dire Straits em um dos livros da série. Ele também encontra o rei do rock, Elvis Presley, em um jantar comentado no último livro da "trilogia". Em diversas situações, diálogos entre personagens acabam citando letras de músicas dos Beatles. E por aí vai.

Se você ainda não conhece o trabalho de Douglas Adams e a genial série Guia do Mochileiro, está perdendo uma das grandes aventuras da literatura do século XX. Perfeita para adultos, adolescentes e crianças, a história é uma odisseia inergalática que vai conquistar seu coração e ensinar alguns dos grandes segredos para se dar bem em qualquer canto do universo, um deles em especial: não entre em pânico.

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Postado em 20.05.2011 | 16:05 | por Luiz Filipe
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Manu Chao

Manu Chao

Na semana de aniversário de 60 anos de Joey Ramone, líder da banda que impulsionou toda uma geração, o Podcast do ACP traz um especial de lançamentos e hoje também relançamentos de alguns filhos do punk.

Nesta edição, somente bandas muito influenciadas pela sonoridade e pela estética dos Ramones, os quatro cabeludos de Nova York que atravessaram o Atlântico nos anos 70 e começaram oficialmente a revolução punk, derrubando um a um todos os pilares que sustentavam o rock da época.

Veja a lista da semana abaixo e ouça esta nova edição do Podcast do ACP. 

Art Brut "Clever, Clever Jazz"
Manu Chao & Jane Birkin - "Te Souviens Tu " 
Burro Morto - "Foda do Futuro"
Thurston Moore (do Sonic Youth) - "Iluminine"
The Pretenders - "Precious"

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Postado em 13.05.2011 | 15:05 | por Luiz Filipe
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Eddie Vedder

Eddie Vedder

Está no ar o Podcast do ACP desta semana, que como de costume traz os novos lançamentos da semana com o que há de melhor na música nacional e internacional. E nessa edição, fazemos uma breve homenagem aos 30 anos da morte do profeta Bob Marley, ouvindo o grande rei do reggae como música de fundo durante todo o nosso programa.

Desta vez nós damos uma prévia do que vem por aí no disco solo do vocalista do eterno Pearl Jam, conhecemos mais sobre o novo trabalho do baixista do Fugazi, desenterramos samples obscuros ao lado de um veterano DJ e produtor americano, damos uma volta na sonzeira nova de Ben Harper e batemos cabelo com uma chuva de relançamentos dos primeiros anos de carreira de Brian May, Freddie Mercury, John Deacon e Roger Taylor. Veja abaixo nossa lista de lançamentos desta edição, aperte o play e aproveite! 

Eddie Vedder & Cat Power - "Tonight You Belong To Me"
Ben Harper - "Rock n' Roll is Free" 
DJ Shadow - "I've Been Trying"
Queen - "Stone Cold Crazy"
Joe Lally - "Minister of Interior"

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Postado em 13.05.2011 | 10:05 | por Luiz Filipe
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Tom Cruise ainda era um menino em 1986

Tom Cruise ainda era um menino em 1986

No dia 14 de maio de 1986, estreou em uma sala de cinema em Nova York um dos mais lucrativos e emblemáticos filmes da história e, sem dúvida, o mais icônico filme estadunidense dos anos 80. Este filme foi a obra prima da dobradinha de produtores estrelados Tony Scott e Jerry Bruckenheimer e a plataforma que catapultou Tom Cruise para a fama internacional. Estamos falando de Top Gun: Ases Indomáveis, o filme que faturou US$ 353 milhões no mundo todo e ainda impulsionou um aumento de quase 500% no números de homens alistados na aviação da Marinha norte-americana no ano seguinte, completa 25 anos de idade.

A história do tenente Pete Mitchell, codinome Maverick, que  foi lançada no meio da polêmica guerra entre Irã e Iraque, mostrava para o mundo o poderio militar americano nos últimos anos de Guerra Fria e pregava o estilo de vida "machão" dos pilotos de batalha da força aérea nacional, personoficado totalmente no personagem de Cruise. A trilha é carregada de guitarras e batidas, cortesia do mestre da disco Giorgio Moroder e de hits eternos do calibre de Heaven In Your Eyes, Mighty Wings e, por que não, a power ballad Take My Breath Away que marcou época também nos bailinhos, formaturas, casamentos, bar-mitzvas e qualquer outro evento social que você for capaz de listar.

Comemorando os 25 anos do filme, a revista Wired publicou na semana passada uma lista de vídeos que mostra com perfeição os caminhos percorridos pela história do tenente Maverick Mitchell e como ela ficou gravada para sempre na memória coletiva da nossa cultura pop. Top Gun ainda está presente no nosso imaginario de uma forma impressionantemente forte para um filme lançado há tanto tempo. É mais velho que eu, mas mesmo assim, sempre me lembro das imagens dos hangares cada vez que ouço Sittin' On The Dock Of The Bay do Ottis Reading. Querendo ou não, a história de vida do Tenente Maverick está impressa bem fundo na nossa memória. 

Veja os destaques da lista abaixo.

1 - Quentin Tarantino comenta Top Gun em diálogo no filme Sleep With Me (1994):

"Você tem o Maverick, certo? Ele está no limite, cara. Ele está na droga da linha, ok? E você tem  o Iceman e seu time. Eles são gays. representam os homens gays, entendeu? E eles estão dizendo: vai lá, vai do jeito gay, vai do jeito gay! Ele poderia cortar para os dois lados..."  

 

2 - How It Should Have Ended

Final alternativo: A vingança do Maverick

3 - Top Gang! - Ases Muito Loucos 

Antes de Charlie Sheen tornar-se um maníaco com complexo de inferioridade do tamanho de seu sucesso como ator, DNA de Adonis, sangue de tigre e outras adjetivações sem pé nem cabeça, muito antes dele se lançar em uma turnê de comédia com ingressos inflacionados após perder uma boquinha de mais de US$ 1 milhão por episódio, ele protagonizou essa pérola do cinema em uma das mais famosas paródias de todos os tempos.

4 - 30 Rock: A reunião da turma do colegial de Liz Lemon

"Você ainda me acha mais gay que a cena do vôlei em Top Gun?"

5 - Done in 60 Seconds:

A brincadeira da revista Empire foi produzir um vídeo contando toda a história do filme em 1 minuto. Com direito a piadinhas com a mesma cena do vôlei citada pela passagem do 30 Rock e até algumas referências à Cientologia, doutrina anos depois abraçada por Tom Cruise e tantos outros atores de Hollywood.

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Postado em 10.05.2011 | 14:05 | por Luiz Filipe
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Lee

Lee Scratch Perry

Se você já ouviu o Podcast do ACP desta semana, sabe que na próxima terça (10/05) chega às lojas o disco Rise Again, 68º álbum de estúdio do Upsetter original, mestre da produção de dub, lenda viva do Reggae e artista mais influente dentre todos os grandes nomes da música jamaicana, Lee "Scratch" Perry. Em 2011, o produtor e multinstrumentista nascido Rainford Hugh Perry na cidade de Kendal, completou 75 anos de idade e 43 anos de carreira dedicados ao que há de melhor na música popular da ilha caribenha.

No Black Ark, estúdio que construiu no quintal de casa em 1973, ele tornou-se o alquimista do reggae, ska e rocksteady, reunindo as melhores bandas de estúdio da ilha em sessões que geraram mais de 100 gravações clássicas da Jamaica. Do mesmo jeito que o construiu com as próprias mãos, Perry ateou fogo em seu maior bem material no ano de 1979, encerrando uma era genial da música experimental e avant-garde na América Central. Por lá, passaram monstros sagrados da música do calibre de Bob Marley and The Wailers, Junior Byles, The Congos, Junior Murvin, Max Romeo, The Clash e até Paul McCartney e os Wings.

O lançamento do disco também trouxe de volta aos circuitos alternativos de cinema o filme The Upsetter, lançado em 2008 com direção de Ethan Higbee e Adam Bhalla Lough e narração do ator vencedor do oscar de melhor ator coadjuvante Benício del Toro. O filme foi um sucesso estrondoso por todos os festivais pelo qual passou, mas se perdeu no mar de lançamentos dos circuitos comerciais e ainda não foi exibido fora de mostras de cinema em diversos países do globo. Com o lançamento de Rise Again, o filme já voltou a circular nos EUA e tem grandes chances de voltar a ser exibido também em outros lugares.

O filme conta a história da vida e carreira do alquimista do dub, com depoimentos de Haile Selassie, Marcus Garvey, Peter Tosh, Carl Bradshaw, Paul McCartney, Bunny Wailer, Eve e muitos outros. Filmado em 2006, o filme já mostra um Lee cansado e com discursos confusos, muitas vezes nem fazendo justiça à importância da obra de Scratch Perry. Veja o trailer abaixo.

"Para eu poder sobreviver, eu tive que achar alguma coisa para mim mesmo. E tinha de ser como uma vibração espiritual. Então eu disse: 'vou fazer uma música espiritual'. Essa música espiritual que vem, eles chamam de reggae."

Em homenagem ao lançamento do 68º disco de estúdio de Lee, o site The Selvege Yard publicou uma série de fotos clássicas de Perry quando ele ainda morava na Jamaica. Os cliques cobrem um grande período da vida do produtor e compositor e incluem imagens de Perry com os Heptones, The Wailers, com sua banda tradicional de estúdio, os Upsetters, e até em um momento clássico com Bob Marley, Peter Tosh e os Jackson 5 em um fim de semana na cidade de Kingston, além de diversas fotos no interior do lendário Black Ark Studio. 

Veja abaixo as fotos e conheça um pouco mais sobre a vida do grande Lee "Scratch" Perry. Nunca é demais lembrar que Rise Again chega às lojas neste dia 10 de maio e que conta com participações de Tunde Adebimpe (do TV On The Radio), Gigi Shibabaw, Hawkman (do Method Of Defiance), Bernie Worrell (veterano do Parliament e Funkadelic), Peter Apfelbaum, Steven Bernstein, Josh Werner, Hamid Drake e Sly Dunbar, outro ás do dub e fundador da dupla Sly & Robbie.

//Academia de Cultura...

Por Redação da Trip

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