Reencontramos o Danúbio.
Longa essa viagem de Varsóvia a Budapeste. Chegamos por volta do meio dia. 12 horas de busão para passar um dia de folga nesta linda cidade, na qual eu nunca havia pisado antes, em todas as minhas idas a Europa. Cheio de planos.
Budapeste é uma cidade com uma história muito interessante. Fundada no século 1 da era cristã, por romanos, foi invadida pelos turcos e otomanos e retomada pelos austro húngaros em 1700. Preservada dos bombardeiros na segunda guerra por se deixar ocupar pelos nazistas (cerca de 250.000 judeus foram mortos) virou parte do Bloco Soviético até a queda do muro de Berlin, quando se reintegra à Comunidade Européia. Com esse monte de acontecimentos, Budapeste se fez uma cidade extremamente única. Muita cultura e história. Vambora pedalar e descobrir?
Chegando ao Hotel lá pelo meio dia, botamos as malas no quarto e saímos, Natalie, Graham, Steven e eu, direto a um banho turco que é super conhecido por lá. Um complexo com todos os tipos de saunas e piscinas, quentes, frias, indoor, outdoors, sauna úmida, seca e essa coisas maravilhosas. Um bom começo para um dia de descanso.
Olha a foto que a Natalie tirou de um casal sapeca ai.

Piscina
As 3 da tarde rolou um passeio de bicicleta com um monte de gente. Alem de 7 da nossa turma, apareceram a Danielle Spencer, o David, o namorado dela e o seus amigos budapestinos. Danielle é responsável por toda a direção de arte dos projetos do David, capa de discos, livros, posters, cuida do website, uma fera no assunto. Quando pequena o pai dela, um famoso matemático, morou alguns anos em Budapeste, então ela fala um pouco de húngaro e também tem velhos conhecidos que serão nossos guias. O David, namorado da Danielle, é um neurocirurgião que está na Hungria dando uma palestra. Aqui um momento kodak do nosso giro.
Budapeste virou uma cidade cosmopolita depois que foi integrada à comunidade européia. Muita gente nas ruas, cultura forte, música, bares, teatro. Diria que é a nova Paris, a não ser pela língua que eles falam que é uma desgraça pra entender. Aliás, só depois de beber muita vodka você consegue manter uma conversa ‘normal' em hungarês.
No dia seguinte rolou um corte de cabelo coletivo com uma sugestão da Natalie. Todos bonitinhos fomos de bicicleta pro parque milenaris, local do concerto, que fica no lado buda. Budapeste pra quem não conhece é dividida em dois lados, de um lado do Danúbio esta buda, do outro peste. Um mais urbano, artístico e cultural, outro mais residencial, menos globalizado, mas ambos maravilhosos.
Depois do concerto rolou um get together num barzinho chamado K, toda a decoração do lugar era feito com grafite de símbolos e pessoas famosos do comunismo. Deu meia noite, hora de subir no busão e se mandar de volta pra Áustria, so que agora numa cidade chamada Graz.

K Bar Budapest
Abcs,
Mauro